PIS/COFINS: Insumos

 

Receita autoriza empresa tomar crédito de PIS e COFINS sobre compra de EPI

Polêmica acerca do que gera crédito ou não de PIS e Cofins ocorre desde a criação do regime não cumulativo das contribuições (Lei nº 10.637/2002 e Lei nº 10.833/2003).

 

A indignação acerca do impedimento de calcular crédito de PIS e Cofins sobre as compras de Equipamentos de Proteção Individual, os chamados EPI, obrigatórios e necessários ao desenvolvimento da atividade era sempre colocada à mesa de debate pelos empresários. Em alguns casos “o que víamos no mercado era o empresário assumir o risco tomando crédito”, mesmo a Receita Federal dizendo não.

Mas uma Solução de Consulta Cosit da Receita Federal, publicada no último dia 11 deste mês, pode acalmar os ânimos de quem sempre questionou a proibição do crédito de PIS e Cofins sobre a compra de EPI.

É permitido tomar crédito de PIS e COFINS sobre a compra de EPI

De acordo com a Solução de Consulta Cosit nº 183 de 2019 (DOU de 11/06) da Receita Federal, os equipamentos de proteção individual (EPI) fornecidos a trabalhadores alocados pela pessoa jurídica nas atividades de produção de bens ou de prestação de serviços podem ser considerados insumos, para fins de apuração de créditos da Contribuição para o PIS e Cofins.

Conceito de insumos:

No tocante ao conceito de insumos, confira a redação do inciso II do artigo 3º das Leis nºs 10.637/2002 e 10.833/2003, que instituíram o sistema não cumulativo na cobrança do PIS e da COFINS:

Art. 3º  Do valor apurado na forma do art. 2º a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2º da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da TIPI.meu ip

 

Créditos não utilizados nos últimos cinco anos

Se é permitido tomar crédito de PIS e Cofins  sobre as aquisições de equipamentos de proteção individual (EPI) fornecidos aos trabalhadores alocados nas atividades de produção de bens ou serviços, Como ficam os valores não creditados nos últimos anos?

Para levantar os valores dos últimos cinco anos, procure orientação com um profissional.

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A seguir dispositivos legais que fundamentam a Solução de Consulta Cosit nº 183/2019:

Lei nº 10.637, de 2002, art. 3º, inciso II;

Lei nº 10.833, de 2003, art. 3º, inciso II;

Lei nº 10.522, de 2002, art. 19; e

Parecer Normativo Cosit/RFB nº 5, de 17 de dezembro de 2018. 

Confira aqui integra da Solução de Consulta Cosit nº 183/2019.

 

Leia mais:

PIS/Cofins – Receita Federal publica Parecer sobre conceito de insumo

 

Precisa de mais esclarecimentos sobre este assunto? Siga  o Fisco pode te ajudar.

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Por Josefina do Nascimento

O que a pessoa jurídica pode considerar como insumo para fins de crédito de PIS e Cofins da não cumulatividade?

 

Conceito de insumos:

No tocante ao conceito de insumos, confira a redação do inciso II do artigo 3º das Leis nºs 10.637/2002 e 10.833/2003, que instituíram o sistema não cumulativo na cobrança do PIS e da COFINS:

Art. 3o Do valor apurado na forma do art. 2o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a:

bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2o da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da TIPI.

 

Após anos de discussão acerca do tema, a Receita Federal publicou nesta terça-feira (18/12) Parecer Normativo que trata do tema.

 

O Parecer Normativo Cosit nº 05 de 2018 apresenta as principais repercussões no âmbito da Secretaria da Receita Federal do Brasil, decorrentes da definição do conceito de insumos na legislação da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins estabelecida pela Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça no julgamento do Recurso Especial 1.221.170/PR.

 

Confira o que dispõe o Parecer Normativo Cosit nº 05/2018:

Conforme estabelecido pela Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça no Recurso Especial 1.221.170/PR, o conceito de insumo para fins de apuração de créditos da não cumulatividade da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins deve ser aferido à luz dos critérios da essencialidade ou da relevância do bem ou serviço para a produção de bens destinados à venda ou para a prestação de serviços pela pessoa jurídica.

Consoante a tese acordada na decisão judicial em comento:

a) o “critério da essencialidade diz com o item do qual dependa, intrínseca e fundamentalmente, o produto ou o serviço”:

a.1) “constituindo elemento estrutural e inseparável do processo produtivo ou da execução do serviço”;
a.2) “ou, quando menos, a sua falta lhes prive de qualidade, quantidade e/ou suficiência”;

b) já o critério da relevância “é identificável no item cuja finalidade, embora não indispensável à elaboração do próprio produto ou à prestação do serviço, integre o processo de produção, seja”:
b.1) “pelas singularidades de cada cadeia produtiva”;
b.2) “por imposição legal”.

 

Dispositivos Legais: Lei nº 10.637 de 2002, art. 3º, inciso II; Lei nº 10.833, de 2003, art. 3º, inciso II.

 

Confira aqui integra do Parecer Normativo Cosit nº 05/2018.

 

Leia mais:

PIS/COFINS – Crédito sobre diversos insumos

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